quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ode as faces esquecidas

Legendário soldado a empunhar a excalibur

Expulsando os tiranos da terra sacrossanta

Recebendo a glória eterna pelas mãos de Arthur

Adorado, amado, morto e esquecido.


Alquimistas loucos em sótãos amarrados

Livros folheados em vão analisados

Pedras da imortalidade com aço forjado

Esquecimento, em meio a acusações de heresia.


Filósofos em um turbilhão de pensamentos perdidos

Aturdidos deixaram os místicos limitados

Com ímpeto as almas humanas destrincharam

Para em altas estantes serem abandonados


Desbravadores avançaram por florestas virginais

Mataram e foram mortos como míseros animais

Por Deus pelo Rei pela ganância

Hoje não restam nem mais tristes lembranças


Escravos sob açoite trabalharam

Vendados pela submissão maravilhas construíram

O preço da liberdade sangrenta pagaram

E hoje ainda temos sinais da tormenta


Viva aos rostos desconhecidos

Viva ao quadro ainda não moldurado

Somos náufragos no congelante mar do esquecimento

Apenas uma luz fraca vagando sobre as marolas


Pois o pior castigo é o esquecimento.