Legendário soldado a empunhar a excalibur
Expulsando os tiranos da terra sacrossanta
Recebendo a glória eterna pelas mãos de Arthur
Adorado, amado, morto e esquecido.
Alquimistas loucos em sótãos amarrados
Livros folheados em vão analisados
Pedras da imortalidade com aço forjado
Esquecimento, em meio a acusações de heresia.
Filósofos em um turbilhão de pensamentos perdidos
Aturdidos deixaram os místicos limitados
Com ímpeto as almas humanas destrincharam
Para em altas estantes serem abandonados
Desbravadores avançaram por florestas virginais
Mataram e foram mortos como míseros animais
Por Deus pelo Rei pela ganância
Hoje não restam nem mais tristes lembranças
Escravos sob açoite trabalharam
Vendados pela submissão maravilhas construíram
O preço da liberdade sangrenta pagaram
E hoje ainda temos sinais da tormenta
Viva aos rostos desconhecidos
Viva ao quadro ainda não moldurado
Somos náufragos no congelante mar do esquecimento
Apenas uma luz fraca vagando sobre as marolas
Pois o pior castigo é o esquecimento.


