Oh estrelas cintilantes cujas belezas inebriantes entorpecem meu ser
Mente, vagueia pela via Láctea passeia entre os astros afim de entender
Quão complexo és! Quão infinito és! Soprais algo em meus ouvidos?
Teus infindáveis mistérios são o exilir que alimenta minh’alma que as tormentas acalmam do revolto mar da existência.
Oh lua amante dos incautos, dos poetas, dos loucos, dos sonhadores... Hoje se apresenta tímida no negro véu... Por que!?
Estrelas cadentes riscam o céu para completar a magnífica orquestra celeste que se apresenta perante a mim
Onde estou? Sozinho me encontro? ... E ouço o responso que vem da minha consciência: VEJA!
Prontamente obedeço ao meu guia... Que magnífico...
No meio do nada estou... Atrás de mim uma fogueira de luz melancólica... Ao meu lado a mais bela criatura banhada pelo céu, ambos compartilhando o mesmo devaneio louco, ambos tocando a fronte negra do infinito... Em frente a nós uma imagem de dois gigantes projetada na mata escura que estranhamente resgatou um medo infantil que rindo confessávamos um ao outro
Pobres frágeis crianças gigantes... A sós contemplando a imensidão...
Post Scriptum: Dedico este escrito a Cândida Carpes um ser singular que sem duvida contribuiu para meu crescimento, desconheço palavras que possam efetivamente adjetivar-la, portanto absorto no mais profundo recôndito de gratidão digo Obrigado Candy!


