quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Noite entre penhas

Era noite,
Caminhava em direção a um distante promontório
Tinha como guia os solitários astros que pareciam acompanhar meu triste vagar
Parei nas bordas do abismo e deitei-me sobre as gélidas penhas.
E em êxtase fitei a abobada estrelada ignorando as águas negras que chicoteavam o penedo.
Fechei os olhos num ato quase desesperado a fim de absorver aquela cena.
Um segundo mais tarde não estava mais vagando sobre as gélidas e duras penhas, mas sim entre as estrelas, beijando o infinito.
Estaria eu morto ou sonhando?